domingo, 24 de junho de 2012

Propostas de Mobilidade Urbana elaboradas pelo Instituto Mobilidade Verde para o próximo Prefeito - cada carro compartilhado pode tirar entre 4 a 28 veículos .... - Japão tem 'estacionamento solar' para aluguel de bicicletas elétricas


Propostas de Mobilidade Urbana elaboradas pelo Instituto Mobilidade Verde para o próximo Prefeito                                                                         

10  de São Paulo

1-  O desenvolvimento de um Plano de Mobilidade para a cidade de São Paulo, São Paulo sendo uma das poucas mega cidades do mundo, sem nenhum plano . Um plano de mobilidade urbana é um mapa capaz de dar uma visão clara sobre os sistemas de transportes para diversos cenários combinados com as tendências micro e macro-econômicas do país,  um estudo da demanda de mobilidade baseado na previsão do PIB e do crescimento populacional.  Com um plano de mobilidade é possível trabalhar projetos para os próximos 20, 30 anos. Todos os problemas que temos hoje poderiam ser  sido  previstos 30 anos atrás.


2 - Trabalhar a  Mobilidade Urbana  de forma  inter setorial  envolvendo as secretarias de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e  Transportes, um  exemplo  é a  Prefeitura de Medellín na Colômbia que tem realizado um trabalho excepcional juntamente com o Metrô, dois anos antes de fazerem ampliação de sistemas de transportes,  uma equipe de desenvolvimento  urbano vai até as comunidades onde serão implantados os  novos sistema, para desenvolver um projeto de capacitação, montam escolas profissionalizantes e treinam as pessoas para trabalharem no sistema de transportes, as pessoas da comunidade serão os  motoristas, pedreiros, e parte da equipe que prestará os serviços administrativos... Em paralelo eles fazem a pacificação das comunidades, montam  escolas profissionalizantes que são perenes  para ensinar as mulheres uma nova profissão desde informática, administração até serviços domésticos... O Governo Municipal possui um departamento imobiliário que compra terrenos para assentar os moradores na própria região, evitando a especulação imobiliária...  Criam espaços de lazer e cultura, levam o desenvolvimento social, econômico e ambiental para a população

3 - O desenvolvimento de projetos de "Mobilidade Corporativa Sustentável", na prática  significa trabalhar com a demanda de transportes  dos principais eixos de desenvolvimento da cidade e atuar  sobre os deslocamentos dos trabalhadores e propor um pacto de mobilidade sustentável com as empresas , inclusive com benefícios para aquelas  que desenvolvem projetos de transportes alternativos ao uso do carro e infra estrutura para transportes não motorizados reduzindo o uso de veículos individuais e emissões de poluentes. Um exemplo de projetos semelhante é feito na Cidade de Portland e no Estado de Washington nos EUA, ( O Estado de Washington concluiu que investir em Mobilidade Corporativa é mais barato do que os altos investimentos em infra estrutura) . Em Boulder , Colorado, a prefeitura realiza concurso entre as empresas que estimulam seus funcionários a utilizarem formas alternativas de transportes e as empresas são premiadas e tem reconhecimento público deste trabalho.

4 - Para melhorar  a  Mobilidade Urbana as cidades necessitam desenvolver novas opções de transportes mais sustentáveis para que a população possa optar por sistemas mais convenientes para as suas necessidades de deslocamentos. Para redução dos congestionamentos as cidades precisam restringir o uso do carro, não tem outro caminho, é necessário ter uma política de diminuição de estacionamentos na cidade e tarifar os congestionamentos. Em cidades como Londres, Santiago, Cingapura , quem quer ficar no trânsito paga uma taxa para a prefeitura investir em infra estrutura de transportes não motorizados tais como ciclovias, ciclo faixas e ciclo rotas além de calçadas para pedestres.

5 - Inovação, sistemas de transportes alternativos e planejamento criativo.   Cidades como Denver nos EUA  tem transformado as vias arteriais ( que servem para cruzar a cidade de uma ponta a outra) em calçadões com uso exclusivo de ônibus elétricos e pedestres... Os ônibus são gratuitos e são alimentadores dos sistemas de alta capacidade... em cada extremidade estão as Fast Tracks corredores de ônibus de alta eficiência ( BRT - Bus Rapid Transit) integrados com  trens e Metrôs. os automóveis só podem deslocar-se pelas transversais e nunca pela paralelas. Eles possuem uma excelente rede ciclo viária e de VLT ( Veiculo leves sobre trilhos e sistemas alternativos de transportes tais como bicicletas públicas e Car-sharing ( Sistemas de carros compartilhados). O uso de estacionamentos é limitado no centro da cidade. 

De acordo com diversos estudos realizados em comunidades onde o carsharing
já foi implementado, cada carro compartilhado pode tirar entre 4 a 28 veículos ...

Japão tem 'estacionamento solar' para aluguel de bicicletas - No local, painéis captam energia solar para os veículos. - Novidade é resultado de parceria com empresa de eletrônicos.

Moradores de Setagaya, em Tóquio (Japão), podem alugar bicicletas elétricas abastecidas com energia solar. Em parceria com a empresa de eletrônicos Sanyo, foi instalado um 'estacionamento solar' para as bicicletas, próximo a uma estação de trem.

http://updateenergetico.blogspot.com.br/2010/10/japao-tem-estacionamento-solar-para.html 

No local, cem bicicletas são abastecidas pela energia captada por painéis solares e armazenada em sistemas de baterias especiais. (Foto: Yoshikazu Tsun/AFP)



6 - Apoio para o desenvolvimento de pesquisa no setor de Transportes e Combustíveis sustentáveis. O Brasil  e em especial as cidades não possuem políticas públicas de fomento em projetos de transportes alternativos para incentivar   Start Ups e Laboratórios de pesquisas no campo da mobilidade urbana. Além de gerar empregos e inovação neste campo , seria importante para redução do nosso déficit em transportes e ainda gerar empregos.  Boulder ( Colorado- USA)  tem 100 mil habitantes e 120 mil empregos, a maioria vem do estímulo a laboratórios e start up de alta tecnologia sobretudo em energia renovável.

7 -  Alteração do conceito da  Lei de Pólos Geradores de Tráfego para Pólos Geradores de Viagem, incluindo a dimensão humana e ambiental, hoje a lei é aplicada pelo tamanho de empreendimento e necessidade de estacionamentos ao passo que a lei deveria ser pela  Geração de viagens de todos os modais e não apenas automóveis.

8 -  Alteração do licenciamento ambiental inserindo a dimensão ambiental, hoje a lei não contempla o aumento das emissões ambientais.

9 -  A inserção definitiva do meio ambiente no departamento de transportes, as ações e testes envolvendo novos combustíveis na SPTrans ainda é bastante  tímida levando em consideração  que a cidade de Nova York já implantou ônibus híbridos em 98% da frota  e desenvolveu leis para diminuição do uso de combustíveis fósseis nos caminhões que trafegam na cidade.

10 -  O desenvolvimento de uma Secretaria da  Mobilidade urbana, responsável pelo desenvolvimentos e integração dos modais da cidade de São Paulo, inclusive uma política voltada para transportes alternativos  para distâncias curtas tais como a Bicicleta, Carsharing, calçadas e infra estrutura para transportes não motorizados e ainda a inclusão da  Mobilidade Hidroviária, como por exemplo a instalação de sistemas de mobilidade hidroviária nas represas Billings e Guarapiranga.

15 abr. 2012 ... O mais recente deles - um hidroanel de 117 quilômetros - alia ao transporte .....
http://mobilidadeurbana-prosperoclaudio.blogspot.com/


Disponível em:

Fonte: Blog Mobilidade Sustentável 28-05-12

Ver também:   Blog: Mobilidade Urbana  =>  http://mobilidadeurbana-prosperoclaudio.blogspot.com/



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Atenciosamente.
Claudio Estevam Próspero 
http://mitologiasdegaia.blogspot.com/ (Blog: Mitologias de Gaia)
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domingo, 10 de junho de 2012

SP 2ª maior lentidão do ano em dia de chuva e acidentes (CET) - MapLink, usado pela Folha, a cidade tinha 358 km de filas (10h13)- São Paulo irá parar - literalmente - 14 de novembro de 2012, às 19h00 => congestionamento de 500km


6 jan. 2012... de carros em 2016, ninguém vai andar de carros pelas ruas, os
congestionamentos em São Paulo vão beirar os 500km todos os dias.

O atual trânsito não condiz com a vida humana, principalmente em São Paulo, onde os congestionamentos ultrapassam os 200km de extensão nos horários de pico. São tantos carros ao mesmo tempo nos mesmos locais, parece que de uma hora pra outra tudo vai explodir!

Uma rede de TV fez matéria informando que se medidas não forem tomadas, São Paulo irá parar - literalmente - no dia 14 de novembro de 2012, às 19h00, numa quinta-feira, véspera de feriadão, com um congestionamento de 500km. O cálculo foi feito a partir do número de veículos novos que passam a circular diariamente em São Paulo. Segundo a assessoria de imprensa da CET, são 800 veículos por dia. O escritor Ignácio de Loyola Brandão fez essa profecia há 27 anos atrás no seu livro Não Verás País Nenhum.

                      Trecho de artigo copiado abaixo: Dicas fáceis para não se estressar no trânsito - por Nuno Cobra

Castello registra 12 km de lentidão; Rodoanel e Dutra têm filas
DE SÃO PAULO
A maior parte das rodovias que cruzam o Estado de São Paulo registravam trechos de congestionamento por volta das 11h40 desta terça-feira. O tempo era chuvoso em algumas delas, o que prejudicava a visibilidade em alguns pontos. As vias com maior lentidão eram a Castello Branco, a Bandeirantes e o Rodoanel.
Na Castello Branco havia 12 km de congestionamento na pista expressa, no sentido São Paulo. As filas iam do km 36 até o km 24, e eram provocadas pelo excesso de veículos.
No sentido interior, o problema estava entre o km 17 e o km 24, na pista expressa, e entre o km 19 e o km 21, na pista lateral. As duas retenções ocorriam devido a queda de uma árvore e de um poste, que bloqueou a avenida Piracema, em Alphaville, em Barueri (Grande SP). O local foi liberado por volta das 11h40.
Ainda em decorrência da interdição, o Rodoanel tinha lentidão entre o km 20 e o km 16, no sentidoBandeirantes, onde as filas iam do km 36 até o km 24, na pista expressa, no sentido São Paulo. Ainda naBandeirantes, o motorista encontrava problemas entre o km 18 e o km 13, na chegada a capital paulista.
Pela Dutra havia retenção entre o km 229 e o km 231, na pista expressa, em São Paulo, e entre o km 218 e o km 225, na pista lateral, em Guarulhos (Grande SP). Ambos os trechos de filas estavas no sentido da capital paulista, e eram resultado do excesso de veículos.
Na Ayrton Senna, o motorista encontrava lentidão ainda entre o km 20 e o km 18, e entre o km 12 e o km 11, na chegada a São Paulo.
A cidade de São Paulo registrou por volta das 9h30 a segunda maior lentidão do ano no período da manhã neste ano, com 171 km de filas em decorrência da chuva e de vários acidente ocorrido mais cedo. O índice fica atrás apenas dos 249 km registrados às 10h do dia 23 de maio.

SP registra 2ª maior lentidão do ano em dia de chuva e acidentes
DE SÃO PAULO
Com chuva e muitos registros de acidente, o trânsito na cidade de São Paulo chegou aos 171 km por volta das 9h30 desta terça-feira, o que corresponde ao segundo pior deste ano no período da manhã. O índice fica atrás apenas dos 249 km registrados às 10h do dia 23 de maio.
Veja as condições do trânsito em tempo real
Apesar do trânsito, as filas já tinham diminuído um pouco por volta das 10h10, quando a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrava 163 km de retenção, o que representa 18,7% dos 868 km de vias monitoradas. A média do horário é de apenas 8,5%.
No horário, a marginal Tietê ainda tinha uma faixa interditada devido ao tombamento de um caminhão que provocou queda de carga de madeira na pista expressa, próximo a ponte do rio Tamanduateí, no sentido Ayrton Senna. Uma pessoa ficou ferida e a CET recomenda que o motorista evite o local.
Ainda na marginal Tietê havia um ponto de alagamento na pista local, próximo a rua da Coroa, no sentido Castello Branco. O trecho era transitável. Outro ponto de alagamento estava na avenida Pedro Alvares Cabral, próximo ao complexo Jorge João Saad, no sentido Pinheiros, e também era transitável.
Já a via mais congestionada ainda era marginal Pinheiros, com 10,2 km de filas na pista expressa, sentido Interlagos. Segundo a CET, a lentidão ia da Castello Branco até a ponte Ary Torres.
Apesar de a CET não registrar alagamentos na cidade, há árvores caídas e mais de 30 semáforos com problemas : 17 apagados e 16 no amarelo intermitente.
Segundo o serviço da empresa MapLink, usado pela Folha, a cidade tinha 358 km de filas no horário.


Dicas fáceis para não se estressar no trânsito
por Nuno Cobra



O atual trânsito não condiz com a vida humana, principalmente em São Paulo, onde os congestionamentos ultrapassam os 200km de extensão nos horários de pico. São tantos carros ao mesmo tempo nos mesmos locais, parece que de uma hora pra outra tudo vai explodir!

Uma rede de TV fez matéria informando que se medidas não forem tomadas, São Paulo irá parar - literalmente - no dia 14 de novembro de 2012, às 19h00, numa quinta-feira, véspera de feriadão, com um congestionamento de 500km. O cálculo foi feito a partir do número de veículos novos que passam a circular diariamente em São Paulo. Segundo a assessoria de imprensa da CET, são 800 veículos por dia. O escritor Ignácio de Loyola Brandão fez essa profecia há 27 anos atrás no seu livro Não Verás País Nenhum.

Motorista
O motorista sem se dar conta, recebe uma agressão extraordinária desse ambiente confuso e descontrolado. O estresse vagarosamente toma conta de sua mente. Suas respostas no trânsito passam a ser agressivas e incontroláveis.

É interessante perceber que aquela pessoa que acabou de ser pedestre, ao entrar num carro, se esquece completamente disso e fica raivosa, parece querer passar por cima deles.

Some a tudo isso: buzinas infernais, trânsito parado e um sincronismo estarrecedor dos controladores (sinais) de trânsito, sempre fechados na próxima esquina.

As pessoas ficam num frenesi incontrolável, passando a não mais trabalhar com o cérebro, e passam a ter um descontrole emocional surpreendente. Pequenas discussões se transformam numa agressão sem fim, entre dois malucos que querem se matar, levando muitas vezes a mortes estúpidas.

Por que reagimos com tanta ferocidade?
As transformações sociais se deram muito rápido, faz pouco mais de 100 anos que inventaram o carro e tudo se transformou nessa balbúrdia, mas as mudanças orgânicas levam milhões de anos. Dessa forma, a quantidade de adrenalina que é carreada para a corrente circulatória, numa simples discussão no trânsito, é igual aquela que caía na corrente circulatória há milhões de anos, para fugirmos de forma muito eficiente e agressiva dos nossos predadores. Então não entre numa discussão, pois se entrar, você pode explodir.

Por isso volta e meia temos o início de pequenas discussões que acabam em morte no trânsito. Passado o efeito da adrenalina, fica a tristeza e o arrependimento que não resolvem mais nada.

Procedimentos para não se estressar no trânsito

1º) Espreguice e relaxe
Naquele engarrafamento enfadonho, feche os vidros e ligue o ar-condicionado. Busque vascular mais o cérebro fazendo repetidos espreguiçamentos.

Após isso, faça grandes tomadas de ar, isto fará com que o cérebro fique mais lúcido e oxigenado diminuindo os giros mentais e a freqüência cardíaca. Isto vai possibilitar uma visão deste caos com um olhar de 'helicóptero', como se você estivesse fora dele. Quanto mais caótica for a situação, mais você deve se espreguiçar e realizar tomadas de ar cada vez mais profundas e relaxadas.

Isto lhe trará um controle emocional. Aliás, nem é um controle emocional, mas o resultado de um mecanismo absolutamente funcional e orgânico. Quando você respira profundamente e lentamente, após uma espreguiçada, você se modifica completamente, passando para um outro nível de entendimento e tolerância. A origem primeira da felicidade é respirar e relaxar seu organismo, que ficará mais perfeito e em equilíbrio.

2º) Escute, mas não preste atenção
As pessoas podem falar o que quiser pra você, mas não leve a sério. Escute, mas não preste atenção. Se reagir entrará em contato com o 'vírus 'do outro que está desnorteado. Isso derrama adrenalina na corrente circulatória, o que provoca danos à saúde: eleva os níveis mentais e a freqüência cardíaca, destrói neurônios, as pernas amolecem, a fala e os movimentos ficam prejudicados. Até o momento em que você não reage, estará em plena proteção do seu organismo, em plena saúde.

3º) Saia com sua mente do caos
Saia com sua mente do trânsito caótico, viaje através dela para os momentos prazerosos, como o lazer em casa, a ida com a família ao shopping e lugares aprazíveis como o mar, a montanha...

4º) Movimentos e alongamentos
Alongue-se, inclusive a musculatura das costas, estique as pernas; coloque a mão atrás do pescoço, depois traga o pescoço para frente, tentando tocar o queixo no peito.


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"Nos últimos 40 anos, aumentou em 20% o número de ruas e 700% o de carros. Algo precisa ser feito. A idéia é metrôs e ônibus em toda a cidade, só que como não há dinheiro, vamos fazer o inverso: você cobra de quem tem carro, melhora a cidade e arruma dinheiro para o transporte coletivo. A idéia não é simpática, mas as pessoas precisam parar e raciocinar", disse o vereador.”

(De mensagem anterior):
Se deixarmos de pensar com o Paradigma da Civilização do Automóvel:

“Cidades são feitas para carros e não para pessoas”, ou seja, “todos – ciclistas, moradores do entorno de obras viárias, pedestres, usuários de transportes coletivos, etc. -  tem que se ajustar ao planejamento da mobilidade (cada vez menos viável) dos automóveis individuais”.

Poderemos encontrar soluções criativas para nossas cidades.

Especialistas: pedágio urbano em SP é 'amargo', mas necessário
28 de abril de 2012 • 10h53


A medida, proposta pelo vereador Carlos Apolinário (DEM), pretende tirar 30% dos veículos de circulação e promover investimentos no transporte público


Por Observador Político, em 24/05/2012 às 15:51  / 10 opiniões.

iFHC discute mobilidade urbana: prioridade é ônibus e pedágio nas metrópoles


(...) Pedágio Urbano - Antônio Lindau iniciou o seminário falando sobre o impacto negativo que as grandes cidades sofrem com o trânsito, como o grande número de acidentes e o maior número de emissões de gases estufa. Para ele, é preciso desestimular o uso de automóveis, através de medidas como a taxação de congestionamento, também conhecida como pedágio urbano.

Corredores de ônibus - Ronaldo Balassiano afirmou que “não basta apenas ter um planejamento urbano. É necessário que ele seja consistente e a longo prazo”. Ele destacou a importância da ampliação dos corredores de ônibus, os chamados “BRT’s”. “É necessário transformar esse terminais em grandes polos, para que possamos tirar a pressão dos grandes centros e melhorar a mobilidade das cidades”. Ronaldo também citou como opção de melhoria do trânsito a restrição de vagas nos estacionamentos. “Se eu não tenho vaga, eu não tenho como sair de casa de carro. Então, a opção é não sair de casa, ou usar o transporte público”.

Investimento em ônibus – Cláudio de Senna destacou a atual situação do metrô em São Paulo. Para ele, é necessário que o governo organize a oferta existente, através de um sistema organizado. “Não há mais nada que o governo do Estado possa fazer em termos de investimento. É preciso organizar a aprimorar o que já existe”. Ele também destacou a importância do investimento em ônibus. “O Estado investiu muito no metrô e no trem, e pouco nos ônibus”.  (...)

Dos comentários:

- precisamos acabar com bairros dormitórios. Cada comunidade deve ter sua auto sustentabilidade. Para isso é importante a gestão pública nos bairros e micro regiões de cada município de grande porte, onde a mobilidade urbana se destaca como um sério problema. Luizcbde Freitas,

- As comunidades, bairros, micro regiões precisam gerar renda, empregos, escolas faculdades, cursos de especialização, compatíveis com as necessidades da comunidade. Marcio Camurati,

- Sem sonhos. O meio conhecido, disponível e plausível para locomoção de massas é o ônibus e o existente em linhas de metrô. Este, para o caso, por dispendiosas, de construção lenta e em face do que acrescentam de mais transtornos ainda ficam fora de cogitação imediata. Nesse cenário a mão de direção única é o ônibus e suas derivações. Multiplicação rápida e medidas governamentais que protejam à circulação deles com tudo que puder ser feito para desestimular o trânsito de veículos particulares sem ofender diretamente a propriedade privada o que não significa não usar a tributação. Demarcar e pedagiar o centro sim e pesadamente desde que os recursos sejam diretamente recolhidos pelo contribuinte em contas correntes bancárias de aplicação exclusiva e imediata em ônibus; seja na produção, seja na qualidade, proliferação de linhas e manutenção deles o que não despreza uma política salarial satisfatória. IPVA e tributação progressivos em relação a veículos de passeio novos. Os centros ficariam territórios livres para o trânsito relativo aos serviços públicos, carga e descarga.  Jose Reis Barata Barata,

- Essa discussão é ótima, mas porque só se discute agora depois que o caos já está instalado? Isso é um problema cultural do brasileiro: não tomar providências preventivas. Por falar em "cultural", é bom lembrar que, no Brasil, carro não é somente meio de transporte, mas, também, símbolo de exposição pública de status social. Pouco irá adiantar resolver os problemas de infra-estrutura se não mudar a "cabeça" do brasileiro e sua relação quase que religiosa com o "deus" carro. E esse fator cultural só modificará quando o cidadão ver empresários e políticos andando de transporte público. Alexandre Loureiro,

- Essa questão da diminuição de vagas nos estacionamentos é uma solução pouco abordada geralmente. Mas aqui no Brasil algumas cidades já optaram por ela, como fez Caxias do Sul http://www.cdlcaxias.com.br/noticias/noticias.asp?idNoticia=1616  Pode parecer estranho de inicio, mas infelizmente a situação chegou em um ponto que alternativas como essa precisam ser criadas. Os corredores de ônibus também parecem uma boa ideia. Já na questão do pedágio urbano, ainda tenho minhas dúvidas...  Regina Lima 

@relima, reduzir vagas e incentivar a produção e aquisição de veículos? Jose Reis Barata Barata

Personalidades que abandonaram o carro


"65% dos paulistanos estão propensos a mudar suas residências para locais perto do trabalho e para a mesma porcentagem (65%), o trânsito é considerado o pior problema da cidade, a frente da poluição" (pesquisa de opinião pública, realizada pelo instituto IPESPE)

Jana Rosa, Raí, Maria Adelaide Amaral e Rita Lobo são alguns dos personagens que, declaradamente, evitam usar o carro para se locomover em São Paulo. As informações são de um guia inédito, lançado recentemente, que mostra por meio de relatos e experiências de algumas personalidades de destaque, como é possível vivenciar a cidade de São Paulo andando a pé ou de  bicicleta.

“Como viver em São Paulo sem carro”, foi idealizado pelo empresário Alexandre Lafer Frankel, de 34 anos, que há alguns anos também abriu mão dos motores em sua locomoção. O livro conta a história de 12 personagens da cena paulistana que decidiram deixar o carro em casa e procurar maneiras alternativas de se locomover.

Escrito pelo jornalista Leão Serva, o guia conta também com imagens feitas pelo fotógrafo Claudio Edinger. O lançamento oficial acontecerá no dia 28 de junho, na Fundação Ema Klabin, em São Paulo. Nas 81 páginas da publicação, além das histórias do célebres bikeiros e pedestres, o leitor poderá encontrar dicas de trajetos, lazer, cultura e gastronomia.

Especialistas: pedágio urbano em SP é 'amargo', mas necessário - "Nos últimos 40 anos, aumentou em 20% o número de ruas e 700% o de carros" - "Transporte individual centro metrópole como São Paulo é um privilégio que deve ser cobrado"


"Nos últimos 40 anos, aumentou em 20% o número de ruas e 700% o de carros. Algo precisa ser feito. A idéia é metrôs e ônibus em toda a cidade, só que como não há dinheiro, vamos fazer o inverso: você cobra de quem tem carro, melhora a cidade e arruma dinheiro para o transporte coletivo. A idéia não é simpática, mas as pessoas precisam parar e raciocinar", disse o vereador.”

(De mensagem anterior):

Se deixarmos de pensar com o Paradigma da Civilização do Automóvel:

“Cidades são feitas para carros e não para pessoas”, ou seja, “todos – ciclistas, moradores do entorno de obras viárias, pedestres, usuários de transportes coletivos, etc. -  tem que se ajustar ao planejamento da mobilidade (cada vez menos viável) dos automóveis individuais”.

Poderemos encontrar soluções criativas para nossas cidades.

Especialistas: pedágio urbano em SP é 'amargo', mas necessário
28 de abril de 2012 
• 10h53

A medida, proposta pelo vereador Carlos Apolinário (DEM), pretende tirar 30% dos veículos de circulação e promover investimentos no transporte público


Mauricio Tonetto
Para amenizar o colapso no trânsito de São Paulo e incentivar o uso consciente de veículos, o vereador Carlos Apolinário (DEM) propôs a criação de um pedágio urbano, com taxa diária de R$ 4 para quem trafegar na região do Centro Expandido, onde hoje ocorre o rodízio. A medida, aprovada na quinta-feira passada, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, causou revolta na capital paulista e rejeição do atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD). Porém, os especialistas consultados pelo Terradefendem a ideia e vão além, dizendo que sua efetivação é questão de tempo e necessária, e que dirigir no centro de São Paulo é um "privilégio que deve ser cobrado".

"Transporte individual ao centro de uma metrópole como São Paulo é um privilégio que deve ser cobrado. Estamos num dos piores momentos do transporte e o pedágio urbano pode ajudar a fluidez e a lógica do tráfego", defendeu o doutor em Planejamento e Operação de Transportes da Universidade de São Paulo (USP), Telmo Giolito Porto. Ele salienta que, isoladamente, o pedágio urbano tem pouco resultado.

"Ele deve ser casado com uma série de outras medidas, como investimentos em metrôs, ônibus, automoção de semáforos, engenharia de tráfego e rotas alternativas", afirmou Porto. No microblog Twitter, os comentários sobre o assunto são, na maior parte, de repulsa à medida, vista como uma arbitrariedade. Entre os tuiteiros, está o comentarista esportivo Silvio Luiz: "estão querendo cobrar pedágio para ir ao Centro Expandido. Quatro mangos. A cada dia eles inventam uma pra meter a mão no nosso bolso", protestou.

O autor da proposta entende as críticas e não acredita que o pedágio urbano possa funcionar em 2012, já que se trata de um ano eleitoral e a cobrança é "amarga" e afasta votos. Mas Carlos Apolinário estima que a tarifa pode tirar de circulação 30% dos veículos e arrecadar R$ 2 bilhões, para serem investidos no transporte público. Ele diz que os paulistanos precisam "parar e raciocinar".

"Nos últimos 40 anos, aumentou em 20% o número de ruas e 700% o de carros. Algo precisa ser feito. A idéia é metrôs e ônibus em toda a cidade, só que como não há dinheiro, vamos fazer o inverso: você cobra de quem tem carro, melhora a cidade e arruma dinheiro para o transporte coletivo. A idéia não é simpática, mas as pessoas precisam parar e raciocinar", disse o vereador.

Como poderá funcionar
Pela proposta de Apolinário, a taxa valeria apenas para os dias úteis e pode custar até R$ 88 por mês ao motorista. Táxis e coletivos não seriam cobrados. O vereador sugeriu no mesmo projeto que o dinheiro arrecadado seja investido no transporte público, possibilitando uma passagem de ônibus mais barata e outras opções de locomoção.

A área abrangida é o Centro Expandido, localizada ao redor do centro histórico, e delimitada pelo chamado mini-anel viário, composto pelas marginais Tietê e Pinheiros, mais as avenidas Salim Farah Maluf, Afonso d'Escragnolle Taunay, Bandeirantes, Juntas Provisórias, Presidente Tancredo Neves, Luís Inácio de Anhaia Melo e o Complexo Viário Maria Maluf.

O projeto não explica claramente como seria a forma de cobrança, mas as cancelas estão descartadas e a ideia é instalar um chip no veículo, semelhante ao sistema Sem Parar, que libera as cancelas nas rodovias paulistas. Apolinário quer que a prefeitura coloque o chip gratuitamente e que o veículo, ao ingressar na área, seja identificado para cobrança. Ainda não foi definida se ela será por boleto ou pré-pago. Antes de seguir para o plenário da Câmara de Vereadores, o texto ainda precisa passar pelas comissões de Transportes e de Finanças e Orçamento.

Pedágio urbano pelo mundo
Cingapura, na Ásia, foi a primeira a adotar o pedágio urbano, em 1975, das das 7h30 às 19h30, de segunda a sexta-feira. Reduziu o trânsito em 47% no período da manhã e 34% no período da tarde. A procura pelo transporte público cresceu 63% e o uso do automóvel diminuiu 22%.

De acordo com Apolinário, o modelo funciona também em metrópoles europeias, com apoio da população. "Londres tem 8 milhões de habitantes, a medida foi criada em 2003 e, após seis meses, o prefeito fez um plebiscito para saber se a população gostaria que permanecesse o pedágio urbano. Foi aprovado, porque houve uma redução de 25% no trânsito", destacou.

Na Suécia, a capital Estocolmo adotou a tarifa com o nome de imposto de congestionamento. Ele é cobrado a todos os veículos que circulam no centro da cidade e foi implantado de forma permanente a partir de 1º de agosto de 2007, depois de um período de teste de sete meses. Em Milão, na Itália, ele foi instituído com o objetivo de reduzir a quantidade de carros trafegando diariamente. O custo é de 5 euros (cerca de R$ 11,5). Outras cidades que aderiram são Bergen, Oslo, Trondheim e Stavanger (Noruega); Durhan (Grã-Bretanha); Znojmo (República Tcheca); Riga (Letônia), e Valletta (Malta).

Caminho inevitável
Para o arquiteto urbanista e consultor de mobilidade urbana Fernando Lindner, a cobrança de pedágio urbano em São Paulo é "um caminho inevitável". "Fazendo um comparativo com cidades europeias e americanas desenvolvidas, elas não atingem o tamanho de São Paulo ou Rio de Janeiro. Aqui, há uma degeneração dos serviços, e a mobilidade é o primeiro. Pedágio urbano é um remédio amargo, mas muito necessário. Em 2020, se nada for feito, as grandes cidades brasileiras entrarão em colapso", estimou.

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Atenciosamente.
Claudio Estevam Próspero 
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