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domingo, 24 de junho de 2012

Propostas de Mobilidade Urbana elaboradas pelo Instituto Mobilidade Verde para o próximo Prefeito - cada carro compartilhado pode tirar entre 4 a 28 veículos .... - Japão tem 'estacionamento solar' para aluguel de bicicletas elétricas


Propostas de Mobilidade Urbana elaboradas pelo Instituto Mobilidade Verde para o próximo Prefeito                                                                         

10  de São Paulo

1-  O desenvolvimento de um Plano de Mobilidade para a cidade de São Paulo, São Paulo sendo uma das poucas mega cidades do mundo, sem nenhum plano . Um plano de mobilidade urbana é um mapa capaz de dar uma visão clara sobre os sistemas de transportes para diversos cenários combinados com as tendências micro e macro-econômicas do país,  um estudo da demanda de mobilidade baseado na previsão do PIB e do crescimento populacional.  Com um plano de mobilidade é possível trabalhar projetos para os próximos 20, 30 anos. Todos os problemas que temos hoje poderiam ser  sido  previstos 30 anos atrás.


2 - Trabalhar a  Mobilidade Urbana  de forma  inter setorial  envolvendo as secretarias de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e  Transportes, um  exemplo  é a  Prefeitura de Medellín na Colômbia que tem realizado um trabalho excepcional juntamente com o Metrô, dois anos antes de fazerem ampliação de sistemas de transportes,  uma equipe de desenvolvimento  urbano vai até as comunidades onde serão implantados os  novos sistema, para desenvolver um projeto de capacitação, montam escolas profissionalizantes e treinam as pessoas para trabalharem no sistema de transportes, as pessoas da comunidade serão os  motoristas, pedreiros, e parte da equipe que prestará os serviços administrativos... Em paralelo eles fazem a pacificação das comunidades, montam  escolas profissionalizantes que são perenes  para ensinar as mulheres uma nova profissão desde informática, administração até serviços domésticos... O Governo Municipal possui um departamento imobiliário que compra terrenos para assentar os moradores na própria região, evitando a especulação imobiliária...  Criam espaços de lazer e cultura, levam o desenvolvimento social, econômico e ambiental para a população

3 - O desenvolvimento de projetos de "Mobilidade Corporativa Sustentável", na prática  significa trabalhar com a demanda de transportes  dos principais eixos de desenvolvimento da cidade e atuar  sobre os deslocamentos dos trabalhadores e propor um pacto de mobilidade sustentável com as empresas , inclusive com benefícios para aquelas  que desenvolvem projetos de transportes alternativos ao uso do carro e infra estrutura para transportes não motorizados reduzindo o uso de veículos individuais e emissões de poluentes. Um exemplo de projetos semelhante é feito na Cidade de Portland e no Estado de Washington nos EUA, ( O Estado de Washington concluiu que investir em Mobilidade Corporativa é mais barato do que os altos investimentos em infra estrutura) . Em Boulder , Colorado, a prefeitura realiza concurso entre as empresas que estimulam seus funcionários a utilizarem formas alternativas de transportes e as empresas são premiadas e tem reconhecimento público deste trabalho.

4 - Para melhorar  a  Mobilidade Urbana as cidades necessitam desenvolver novas opções de transportes mais sustentáveis para que a população possa optar por sistemas mais convenientes para as suas necessidades de deslocamentos. Para redução dos congestionamentos as cidades precisam restringir o uso do carro, não tem outro caminho, é necessário ter uma política de diminuição de estacionamentos na cidade e tarifar os congestionamentos. Em cidades como Londres, Santiago, Cingapura , quem quer ficar no trânsito paga uma taxa para a prefeitura investir em infra estrutura de transportes não motorizados tais como ciclovias, ciclo faixas e ciclo rotas além de calçadas para pedestres.

5 - Inovação, sistemas de transportes alternativos e planejamento criativo.   Cidades como Denver nos EUA  tem transformado as vias arteriais ( que servem para cruzar a cidade de uma ponta a outra) em calçadões com uso exclusivo de ônibus elétricos e pedestres... Os ônibus são gratuitos e são alimentadores dos sistemas de alta capacidade... em cada extremidade estão as Fast Tracks corredores de ônibus de alta eficiência ( BRT - Bus Rapid Transit) integrados com  trens e Metrôs. os automóveis só podem deslocar-se pelas transversais e nunca pela paralelas. Eles possuem uma excelente rede ciclo viária e de VLT ( Veiculo leves sobre trilhos e sistemas alternativos de transportes tais como bicicletas públicas e Car-sharing ( Sistemas de carros compartilhados). O uso de estacionamentos é limitado no centro da cidade. 

De acordo com diversos estudos realizados em comunidades onde o carsharing
já foi implementado, cada carro compartilhado pode tirar entre 4 a 28 veículos ...

Japão tem 'estacionamento solar' para aluguel de bicicletas - No local, painéis captam energia solar para os veículos. - Novidade é resultado de parceria com empresa de eletrônicos.

Moradores de Setagaya, em Tóquio (Japão), podem alugar bicicletas elétricas abastecidas com energia solar. Em parceria com a empresa de eletrônicos Sanyo, foi instalado um 'estacionamento solar' para as bicicletas, próximo a uma estação de trem.

http://updateenergetico.blogspot.com.br/2010/10/japao-tem-estacionamento-solar-para.html 

No local, cem bicicletas são abastecidas pela energia captada por painéis solares e armazenada em sistemas de baterias especiais. (Foto: Yoshikazu Tsun/AFP)



6 - Apoio para o desenvolvimento de pesquisa no setor de Transportes e Combustíveis sustentáveis. O Brasil  e em especial as cidades não possuem políticas públicas de fomento em projetos de transportes alternativos para incentivar   Start Ups e Laboratórios de pesquisas no campo da mobilidade urbana. Além de gerar empregos e inovação neste campo , seria importante para redução do nosso déficit em transportes e ainda gerar empregos.  Boulder ( Colorado- USA)  tem 100 mil habitantes e 120 mil empregos, a maioria vem do estímulo a laboratórios e start up de alta tecnologia sobretudo em energia renovável.

7 -  Alteração do conceito da  Lei de Pólos Geradores de Tráfego para Pólos Geradores de Viagem, incluindo a dimensão humana e ambiental, hoje a lei é aplicada pelo tamanho de empreendimento e necessidade de estacionamentos ao passo que a lei deveria ser pela  Geração de viagens de todos os modais e não apenas automóveis.

8 -  Alteração do licenciamento ambiental inserindo a dimensão ambiental, hoje a lei não contempla o aumento das emissões ambientais.

9 -  A inserção definitiva do meio ambiente no departamento de transportes, as ações e testes envolvendo novos combustíveis na SPTrans ainda é bastante  tímida levando em consideração  que a cidade de Nova York já implantou ônibus híbridos em 98% da frota  e desenvolveu leis para diminuição do uso de combustíveis fósseis nos caminhões que trafegam na cidade.

10 -  O desenvolvimento de uma Secretaria da  Mobilidade urbana, responsável pelo desenvolvimentos e integração dos modais da cidade de São Paulo, inclusive uma política voltada para transportes alternativos  para distâncias curtas tais como a Bicicleta, Carsharing, calçadas e infra estrutura para transportes não motorizados e ainda a inclusão da  Mobilidade Hidroviária, como por exemplo a instalação de sistemas de mobilidade hidroviária nas represas Billings e Guarapiranga.

15 abr. 2012 ... O mais recente deles - um hidroanel de 117 quilômetros - alia ao transporte .....
http://mobilidadeurbana-prosperoclaudio.blogspot.com/


Disponível em:

Fonte: Blog Mobilidade Sustentável 28-05-12

Ver também:   Blog: Mobilidade Urbana  =>  http://mobilidadeurbana-prosperoclaudio.blogspot.com/



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Atenciosamente.
Claudio Estevam Próspero 
http://mitologiasdegaia.blogspot.com/ (Blog: Mitologias de Gaia)
http://criatividadeinovao.blogspot.com/ (Blog: Criatividade e Inovação)
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domingo, 10 de junho de 2012

Especialistas: pedágio urbano em SP é 'amargo', mas necessário - "Nos últimos 40 anos, aumentou em 20% o número de ruas e 700% o de carros" - "Transporte individual centro metrópole como São Paulo é um privilégio que deve ser cobrado"


"Nos últimos 40 anos, aumentou em 20% o número de ruas e 700% o de carros. Algo precisa ser feito. A idéia é metrôs e ônibus em toda a cidade, só que como não há dinheiro, vamos fazer o inverso: você cobra de quem tem carro, melhora a cidade e arruma dinheiro para o transporte coletivo. A idéia não é simpática, mas as pessoas precisam parar e raciocinar", disse o vereador.”

(De mensagem anterior):

Se deixarmos de pensar com o Paradigma da Civilização do Automóvel:

“Cidades são feitas para carros e não para pessoas”, ou seja, “todos – ciclistas, moradores do entorno de obras viárias, pedestres, usuários de transportes coletivos, etc. -  tem que se ajustar ao planejamento da mobilidade (cada vez menos viável) dos automóveis individuais”.

Poderemos encontrar soluções criativas para nossas cidades.

Especialistas: pedágio urbano em SP é 'amargo', mas necessário
28 de abril de 2012 
 10h53

A medida, proposta pelo vereador Carlos Apolinário (DEM), pretende tirar 30% dos veículos de circulação e promover investimentos no transporte público


Mauricio Tonetto
Para amenizar o colapso no trânsito de São Paulo e incentivar o uso consciente de veículos, o vereador Carlos Apolinário (DEM) propôs a criação de um pedágio urbano, com taxa diária de R$ 4 para quem trafegar na região do Centro Expandido, onde hoje ocorre o rodízio. A medida, aprovada na quinta-feira passada, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, causou revolta na capital paulista e rejeição do atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD). Porém, os especialistas consultados pelo Terradefendem a ideia e vão além, dizendo que sua efetivação é questão de tempo e necessária, e que dirigir no centro de São Paulo é um "privilégio que deve ser cobrado".

"Transporte individual ao centro de uma metrópole como São Paulo é um privilégio que deve ser cobrado. Estamos num dos piores momentos do transporte e o pedágio urbano pode ajudar a fluidez e a lógica do tráfego", defendeu o doutor em Planejamento e Operação de Transportes da Universidade de São Paulo (USP), Telmo Giolito Porto. Ele salienta que, isoladamente, o pedágio urbano tem pouco resultado.

"Ele deve ser casado com uma série de outras medidas, como investimentos em metrôs, ônibus, automoção de semáforos, engenharia de tráfego e rotas alternativas", afirmou Porto. No microblog Twitter, os comentários sobre o assunto são, na maior parte, de repulsa à medida, vista como uma arbitrariedade. Entre os tuiteiros, está o comentarista esportivo Silvio Luiz: "estão querendo cobrar pedágio para ir ao Centro Expandido. Quatro mangos. A cada dia eles inventam uma pra meter a mão no nosso bolso", protestou.

O autor da proposta entende as críticas e não acredita que o pedágio urbano possa funcionar em 2012, já que se trata de um ano eleitoral e a cobrança é "amarga" e afasta votos. Mas Carlos Apolinário estima que a tarifa pode tirar de circulação 30% dos veículos e arrecadar R$ 2 bilhões, para serem investidos no transporte público. Ele diz que os paulistanos precisam "parar e raciocinar".

"Nos últimos 40 anos, aumentou em 20% o número de ruas e 700% o de carros. Algo precisa ser feito. A idéia é metrôs e ônibus em toda a cidade, só que como não há dinheiro, vamos fazer o inverso: você cobra de quem tem carro, melhora a cidade e arruma dinheiro para o transporte coletivo. A idéia não é simpática, mas as pessoas precisam parar e raciocinar", disse o vereador.

Como poderá funcionar
Pela proposta de Apolinário, a taxa valeria apenas para os dias úteis e pode custar até R$ 88 por mês ao motorista. Táxis e coletivos não seriam cobrados. O vereador sugeriu no mesmo projeto que o dinheiro arrecadado seja investido no transporte público, possibilitando uma passagem de ônibus mais barata e outras opções de locomoção.

A área abrangida é o Centro Expandido, localizada ao redor do centro histórico, e delimitada pelo chamado mini-anel viário, composto pelas marginais Tietê e Pinheiros, mais as avenidas Salim Farah Maluf, Afonso d'Escragnolle Taunay, Bandeirantes, Juntas Provisórias, Presidente Tancredo Neves, Luís Inácio de Anhaia Melo e o Complexo Viário Maria Maluf.

O projeto não explica claramente como seria a forma de cobrança, mas as cancelas estão descartadas e a ideia é instalar um chip no veículo, semelhante ao sistema Sem Parar, que libera as cancelas nas rodovias paulistas. Apolinário quer que a prefeitura coloque o chip gratuitamente e que o veículo, ao ingressar na área, seja identificado para cobrança. Ainda não foi definida se ela será por boleto ou pré-pago. Antes de seguir para o plenário da Câmara de Vereadores, o texto ainda precisa passar pelas comissões de Transportes e de Finanças e Orçamento.

Pedágio urbano pelo mundo
Cingapura, na Ásia, foi a primeira a adotar o pedágio urbano, em 1975, das das 7h30 às 19h30, de segunda a sexta-feira. Reduziu o trânsito em 47% no período da manhã e 34% no período da tarde. A procura pelo transporte público cresceu 63% e o uso do automóvel diminuiu 22%.

De acordo com Apolinário, o modelo funciona também em metrópoles europeias, com apoio da população. "Londres tem 8 milhões de habitantes, a medida foi criada em 2003 e, após seis meses, o prefeito fez um plebiscito para saber se a população gostaria que permanecesse o pedágio urbano. Foi aprovado, porque houve uma redução de 25% no trânsito", destacou.

Na Suécia, a capital Estocolmo adotou a tarifa com o nome de imposto de congestionamento. Ele é cobrado a todos os veículos que circulam no centro da cidade e foi implantado de forma permanente a partir de 1º de agosto de 2007, depois de um período de teste de sete meses. Em Milão, na Itália, ele foi instituído com o objetivo de reduzir a quantidade de carros trafegando diariamente. O custo é de 5 euros (cerca de R$ 11,5). Outras cidades que aderiram são Bergen, Oslo, Trondheim e Stavanger (Noruega); Durhan (Grã-Bretanha); Znojmo (República Tcheca); Riga (Letônia), e Valletta (Malta).

Caminho inevitável
Para o arquiteto urbanista e consultor de mobilidade urbana Fernando Lindner, a cobrança de pedágio urbano em São Paulo é "um caminho inevitável". "Fazendo um comparativo com cidades europeias e americanas desenvolvidas, elas não atingem o tamanho de São Paulo ou Rio de Janeiro. Aqui, há uma degeneração dos serviços, e a mobilidade é o primeiro. Pedágio urbano é um remédio amargo, mas muito necessário. Em 2020, se nada for feito, as grandes cidades brasileiras entrarão em colapso", estimou.

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Atenciosamente.
Claudio Estevam Próspero 
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